O GRITO
NO MORE BLOOD!!!
O grito de inocentes,
vítimas de particulares, instituições e governos, por parte de inocentes,
envolve, em primeiro lugar a reflexão realista e sem medo dos reais e
históricos motivos para esta insânia moderna do descontrole e interesse pela
violência.
Não sou especialista em
ações de estado, ou mesmo de motivos de violência religiosa, política ou moral,
quero aqui, enfrentar a raiz de tudo isto, a ignorância.
Quem quer queira enfrentar
o tema com juízo, isenção e verdade, vai enxergar fatos que estão sendo
esquecidos da grande mídia e precisam serem enfrentados imediatamente, para dar
fim as ondes e hordas de violência desmedida.
Quando o particular
enfrenta seus medos por conta de ausência de conhecimento do sentido de bem
comum e convivência pacífica em sociedade, a origem deste mal individual que
carrega imensa carga de problemas coletivos que estão sendo deixados de lado é
que deve ser enfrentado com parcimônia e sentido de mudança comportamental dos
governos, entidades de assistência social e humanitárias, e, principalmente dos
grandes formadores de opinião.
O fato é que
comportamentos individuais avessos aos grupos e sociedades vem se tornando viés
comum em relação a falta de razões pessoais de existência que são os principais
motivos para tornar o enfrentamento do medo para o direcionamento correto da
solução em nome da existência e coexistência.
A existência perdeu o
sentido e deixou de ter valor para estas pessoas, que pensam em morrer, mas
deixar uma marca, nem que seja negativa, de certo modo se eternizar ou deixar
suas existências sem evidência da mídia evidentes.
O viés comum de todas
estas pessoas, se formos analisar o que de comum existe antes da questão
armamentista, porque quem quer matar, como se viu esta semana, até com faca
realiza o estrago imperdoável de extermínio de vidas inocentes e conseguir
espaço em algum lugar em sua existência absolutamente sem sentido e,
principalmente sem ser notada.
De qualquer forma, o problema
que pode já carregar sinais de endemia, tal como es epidemias, tem que se
enfrentado e imunizado antes que fuja ao controle.
Quando o Brasil
enfrenta grupos desorganizados, mas que tem em comum o interesse de se armar ou
se juntar ao estado islâmico buscando, sem dinheiro, o que é reconhecido pela
mídia, buscar alguma forma de se notabilizar, o que se deve buscar entender,
muito além e antes do fundamentalismo radical, é o quanto este tipo de comportamento
pode e tem como ser evitado.
O sentido destas linhas
é traçar o que é necessário compreender de traço comum em todas as sociedades,
percentuais muito grandes de pessoas são comandadas e percentual muito pequeno
de pessoas comandam, de outro lado, as pessoas que são comandadas não são
notadas a não ser por amostragens, e, este é o que se pode definir de linha comum
entre as pessoas que saem da linha do que é reto, para se espraiar para a
violência sem sentido.
Os Estados passam a
pensar em ter controle, de modo errante, posto que só pensam em controlar não
pensando o quanto pessoas frágeis em matéria dos combates das vidas são imunes
ou reflexas as ações de pensamentos maléficos que levam a ações no mesmo
sentido.
Controlar só de nada
adianta, porque com a evolução, o ser humano inculto passou a entender o quanto
tem de potencial ofensivo, independentemente de pertencer ou não a grupos de
força.
E isto é inegável,
qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, pode a qualquer tempo realizar um
estrago muito grande por conta da mudança de comportamento motivado por
qualquer acidente de percurso.
Me lembrei agora, por exemplo,
que no meu processo de estudos, sempre fui muito brincalhão, e, por vezes, a
brincadeira se perdeu em excessos, do qual peço desculpas, mas me recordo, que
fui objeto de diversas reações violentas, por conta de meu modo debochado de
agir.
Nos colégios, pessoas
que não querem se identificar, por serem tímidas, de forma muito comum e usual,
não aceitam brincadeiras, e, quando são alvo de brincadeiras mais marcantes,
acabam por estabelecer o desvinculo entre a linha reta e o interesse de causar
o mal, com a vingança desmedida.
Ora os padrões sociais
que regem as escolas, não são diferentes nos grupos sociais pós escolares,
quando os bem-sucedidos ousam fazer escárnio e fazer deboche de pessoas que não
tiveram a mesma sorte na vida.
Não esquecendo que
imensos contingentes de pessoas para poucas usufruírem, que não sou contra, mas
acredito que pessoas bem-sucedidas devem entender o quanto seu espelho
comportamental pode causar mal-estar e interesses escusos em quem não foi
abençoado pela sorte.
Desta maneira, o que se
deve enredar é o quanto problemas individuais encerram problemas públicos de
coexistência, e, o quanto recursos públicos podem e devem ser destinados, e,
transformar pessoas invisíveis em termos sociais, para que assumam papel de
notabilidade sem terem suas vidas socioeconômicas necessariamente transformadas.
A visão dos meios de comunicação
social e seu papel essencial na formação de conceitos individuais é o primeiro
passo a transformar as abordagens dos estados e instituições nos cidadãos em
sua rotina diária.
O mundo que pode fala,
mais fala muito, deixando quem ouve, atônito, porque as informações que
deveriam formar, não informam e levam este percentual mínimo, porém ruidoso das
populações a cometer atos desta natureza, alarmando e assustando a todos.
A pergunta é, podemos
modificar a forma como o Estado e entes de comunicação social se comunicam com
as pessoas. Hoje a interatividade se mostra por amostragem, porque tudo é
gigante, ninguém entende nem vive de modo a tratar dos problemas individuais de
todas as pessoas na terra, mas será que continuando a agir desta forma, este
percentual que se acentua, diante das ignorâncias não acabará por se acentuar,
de modo a se tornar incontrolável?
Com tanta ciência em
favor da evolução das condições de vida na terra, o ser humano se preocupou em
trazer formas de tornar a vida mais fácil para cada um, dificultando em muito o
trato de cada um entre si.
De um lado instituições
buscaram formar o conceito de que possibilitando condições boas de vidas, o ser
humano não se agrupando não colocaria em risco o status de vidas dos bem-aventurados
e bem aquinhoados com as melhores porções de riqueza, o que se demonstrou ser
tolo e vão.
Em verdade, quando se
fala em evidências dos índices de violência, não se fala, se evita falar, se
como erradicar a violência da vida de cada um, e, neste sentir, a abordagem
coletiva de nada serve, posto que cada um quer se sentir parte de alguma coisa,
pertencer a algo que dê sentido a sua existência, e, quando isto se perde, a
violência campeia a ganha força.
Revisar métodos não
basta, importante e fundamental, para que o grito NO MORE BLOOD!!! Tenha sucesso é transformar a
realidade coletiva da presença do estado, em realidade de programas de
acompanhamento e visualização dos problemas individuais, sem medo de
dispêndios.
Sem isto, sem enfrentamento do quanto o mundo está efetivamente
errado e o quanto deve mudar, não acalentaremos esperanças de mudanças nos
padrões e índices de violências, quem tem patrimônio a proteger que se agrupe
para encontrar com suas porções maiores de riquezas soluções para diminuir
diferenças entre viventes; do contrário, mesmo que eu seja contra a violência,
não posso deixar de dizer como alerta que a tendência não é diminuir, nem se
erradicar, mas aumentar até se tornar sem controle.
Não sou protagonista do caos, mais acredito que, como qualquer
crise vivida na história da humanidade, como as doenças e pragas, a violência,
como tal pode e deve ter solução, basta querer.
Brasil, 23 de julho de 2016.
HÉLIO BARRETO DOS SANTOS FILHO
OAB DF 36606 OAB SC 7487 OAPT 53040C
heliobsf@oab-sc.org.br
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