sábado, 23 de julho de 2016

NO MORE BLOOD


O GRITO

NO MORE BLOOD!!!







O grito de inocentes, vítimas de particulares, instituições e governos, por parte de inocentes, envolve, em primeiro lugar a reflexão realista e sem medo dos reais e históricos motivos para esta insânia moderna do descontrole e interesse pela violência.



Não sou especialista em ações de estado, ou mesmo de motivos de violência religiosa, política ou moral, quero aqui, enfrentar a raiz de tudo isto, a ignorância.



Quem quer queira enfrentar o tema com juízo, isenção e verdade, vai enxergar fatos que estão sendo esquecidos da grande mídia e precisam serem enfrentados imediatamente, para dar fim as ondes e hordas de violência desmedida.



Quando o particular enfrenta seus medos por conta de ausência de conhecimento do sentido de bem comum e convivência pacífica em sociedade, a origem deste mal individual que carrega imensa carga de problemas coletivos que estão sendo deixados de lado é que deve ser enfrentado com parcimônia e sentido de mudança comportamental dos governos, entidades de assistência social e humanitárias, e, principalmente dos grandes formadores de opinião.



O fato é que comportamentos individuais avessos aos grupos e sociedades vem se tornando viés comum em relação a falta de razões pessoais de existência que são os principais motivos para tornar o enfrentamento do medo para o direcionamento correto da solução em nome da existência e coexistência.

A existência perdeu o sentido e deixou de ter valor para estas pessoas, que pensam em morrer, mas deixar uma marca, nem que seja negativa, de certo modo se eternizar ou deixar suas existências sem evidência da mídia evidentes.



O viés comum de todas estas pessoas, se formos analisar o que de comum existe antes da questão armamentista, porque quem quer matar, como se viu esta semana, até com faca realiza o estrago imperdoável de extermínio de vidas inocentes e conseguir espaço em algum lugar em sua existência absolutamente sem sentido e, principalmente sem ser notada.



De qualquer forma, o problema que pode já carregar sinais de endemia, tal como es epidemias, tem que se enfrentado e imunizado antes que fuja ao controle.



Quando o Brasil enfrenta grupos desorganizados, mas que tem em comum o interesse de se armar ou se juntar ao estado islâmico buscando, sem dinheiro, o que é reconhecido pela mídia, buscar alguma forma de se notabilizar, o que se deve buscar entender, muito além e antes do fundamentalismo radical, é o quanto este tipo de comportamento pode e tem como ser evitado.



O sentido destas linhas é traçar o que é necessário compreender de traço comum em todas as sociedades, percentuais muito grandes de pessoas são comandadas e percentual muito pequeno de pessoas comandam, de outro lado, as pessoas que são comandadas não são notadas a não ser por amostragens, e, este é o que se pode definir de linha comum entre as pessoas que saem da linha do que é reto, para se espraiar para a violência sem sentido.



Os Estados passam a pensar em ter controle, de modo errante, posto que só pensam em controlar não pensando o quanto pessoas frágeis em matéria dos combates das vidas são imunes ou reflexas as ações de pensamentos maléficos que levam a ações no mesmo sentido.

Controlar só de nada adianta, porque com a evolução, o ser humano inculto passou a entender o quanto tem de potencial ofensivo, independentemente de pertencer ou não a grupos de força.



E isto é inegável, qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, pode a qualquer tempo realizar um estrago muito grande por conta da mudança de comportamento motivado por qualquer acidente de percurso.



Me lembrei agora, por exemplo, que no meu processo de estudos, sempre fui muito brincalhão, e, por vezes, a brincadeira se perdeu em excessos, do qual peço desculpas, mas me recordo, que fui objeto de diversas reações violentas, por conta de meu modo debochado de agir.

Nos colégios, pessoas que não querem se identificar, por serem tímidas, de forma muito comum e usual, não aceitam brincadeiras, e, quando são alvo de brincadeiras mais marcantes, acabam por estabelecer o desvinculo entre a linha reta e o interesse de causar o mal, com a vingança desmedida.



Ora os padrões sociais que regem as escolas, não são diferentes nos grupos sociais pós escolares, quando os bem-sucedidos ousam fazer escárnio e fazer deboche de pessoas que não tiveram a mesma sorte na vida.



Não esquecendo que imensos contingentes de pessoas para poucas usufruírem, que não sou contra, mas acredito que pessoas bem-sucedidas devem entender o quanto seu espelho comportamental pode causar mal-estar e interesses escusos em quem não foi abençoado pela sorte.



Desta maneira, o que se deve enredar é o quanto problemas individuais encerram problemas públicos de coexistência, e, o quanto recursos públicos podem e devem ser destinados, e, transformar pessoas invisíveis em termos sociais, para que assumam papel de notabilidade sem terem suas vidas socioeconômicas necessariamente transformadas.



A visão dos meios de comunicação social e seu papel essencial na formação de conceitos individuais é o primeiro passo a transformar as abordagens dos estados e instituições nos cidadãos em sua rotina diária.



O mundo que pode fala, mais fala muito, deixando quem ouve, atônito, porque as informações que deveriam formar, não informam e levam este percentual mínimo, porém ruidoso das populações a cometer atos desta natureza, alarmando e assustando a todos.



A pergunta é, podemos modificar a forma como o Estado e entes de comunicação social se comunicam com as pessoas. Hoje a interatividade se mostra por amostragem, porque tudo é gigante, ninguém entende nem vive de modo a tratar dos problemas individuais de todas as pessoas na terra, mas será que continuando a agir desta forma, este percentual que se acentua, diante das ignorâncias não acabará por se acentuar, de modo a se tornar incontrolável?



Com tanta ciência em favor da evolução das condições de vida na terra, o ser humano se preocupou em trazer formas de tornar a vida mais fácil para cada um, dificultando em muito o trato de cada um entre si.



De um lado instituições buscaram formar o conceito de que possibilitando condições boas de vidas, o ser humano não se agrupando não colocaria em risco o status de vidas dos bem-aventurados e bem aquinhoados com as melhores porções de riqueza, o que se demonstrou ser tolo e vão.



Em verdade, quando se fala em evidências dos índices de violência, não se fala, se evita falar, se como erradicar a violência da vida de cada um, e, neste sentir, a abordagem coletiva de nada serve, posto que cada um quer se sentir parte de alguma coisa, pertencer a algo que dê sentido a sua existência, e, quando isto se perde, a violência campeia a ganha força.



Revisar métodos não basta, importante e fundamental, para que o grito NO MORE BLOOD!!! Tenha sucesso é transformar a realidade coletiva da presença do estado, em realidade de programas de acompanhamento e visualização dos problemas individuais, sem medo de dispêndios.



Sem isto, sem enfrentamento do quanto o mundo está efetivamente errado e o quanto deve mudar, não acalentaremos esperanças de mudanças nos padrões e índices de violências, quem tem patrimônio a proteger que se agrupe para encontrar com suas porções maiores de riquezas soluções para diminuir diferenças entre viventes; do contrário, mesmo que eu seja contra a violência, não posso deixar de dizer como alerta que a tendência não é diminuir, nem se erradicar, mas aumentar até se tornar sem controle.



Não sou protagonista do caos, mais acredito que, como qualquer crise vivida na história da humanidade, como as doenças e pragas, a violência, como tal pode e deve ter solução, basta querer.



Brasil, 23 de julho de 2016.



HÉLIO BARRETO DOS SANTOS FILHO

OAB DF 36606 OAB SC 7487 OAPT 53040C

heliobsf@oab-sc.org.br


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